hipsters enamorados. mentes abertas e sexos.
um dia a encontrou imersa em gozo diante do tablet. tanto fez.
semanas depois queria saber que mundos ela habitava dentro do aparelho. para sua surpresa, frutas sem etileno se alargatixavam-se em dezenas de selfies. tsunami: imersão, destruição e emersão. inquiriu-a, mas - que coisa! - bem a queria...
em casa, quatro paredes e vértices. dançou a noite inteira em vórtice. empolando-se, crescia em amplitude.
!tempo!
espraiava-se na casa até tingi-la de águas abissais.
!tempo!
a casa ao sol, torcida até o último pingo.
!tempo!
quietude. zapeou-a e num zapt estava a navegar as paredes de seu útero. chez lui. palavras.
- não patologize meu desejo.
caminhava sobre os destroços lambuzando-se do passado preservado.
- corra a correr de currais.
eram sós, ele e ela.
- só querem fatiar nossa carne.
ela e ele, sós.
um dia a campainha tocou. à sua frente uma banana verde caída do pé. pegou-a. sem cascas, com medo, envolveu a brancura selvagem do fruto. amaciou com a saliva. moldou os lábios às curvas.
assim o encontrou a moça antes do fruto os comer.
muito depois, cortados em fatias, foram servidos em salada de frutas com muito leite condensado. águas marinhas não são salgadas à toa.
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