cada olhar de afeto fratura uma coluna de minha geleira
e logo sou nada mais que entrega em teu percurso
não cometas a ousadia de ofertar cuidado a quem arde
destruir defesas desarmar minas devassar trincheiras
se apenas caminharás adiante rente a tua rota
não me dês teus olhos vermelhos de trabalho
tuas mãos frouxas de leituras teus pés tortos de sentado
nem escancares teus medos desejos planos de mudança
a quem te quer imerso nas delícias de meu corpo
inteiro em presença de minh'alma sorvendo meu gozo
não me espante.
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| Título desconhecido, 1978, Zdzislaw Beksinski |

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